Mochilão pela PATAGÔNIA

Mochilar,  é o ato ou efeito de viajar com uma mochila nas costas, conhecer o máximo de lugares possíveis, interagir com as mais diversas culturas,  hábitos, crenças e valores e gastar o mínimo possível.

Concorda?

Mochilar requer dias, meses ou até anos, livres para se jogar no mundo e regressar rico em conhecimentos, e quem sabe até transformado em um ser-humano mais evoluído.

Nosso mochilão de 15 dias pela Patagônia…

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Geralmente, quando o assunto é mochilão, muitos imaginam dias nas estradas, sem banhos e com a mesma roupa durante dias. As caronas, os acampamentos, e até fome e frio em alguns casos, totalmente roots.

Como bons paulistanos que somos, daqueles que andam apressados até pela via expressa das escadas rolantes do shopping, não tínhamos esse tempo disponível para um mochilão raiz… Então fomos no modo convencional mesmo. Não dava para arriscar uma viagem totalmente raiz, com perrengues, devido aos dias milimetricamente contados em cada lugar.

Acabamos criando um roteiro de apenas 15 dias.  Meio corrido, se tratando de Patagônia, mas sem tirar a qualidade da visitação de cada lugar onde passaríamos, a não ser a nossa primeira parada, BSAS ou Buenos Aires.

Demos início a nossa trip já com tudo montado… O roteiro, o aéreo pela Aerolineas Argentinas, o terrestre e as hospedagens todas feitas. Tudo na ponta da língua, inclusive o enrolou, ops, o espanhol…

Descer a Patagônia ou subir a Patagônia? Eis a questão !

A maioria dos mochileiros optam por descer a partir de algum ponto do Chile, e para contrariar a maioria, decidimos subir…

Olha só que maravilha, hein! Um roteiro sensacional da Patagônia.

Guarulhos → Buenos Aires → Ushuaia → Punta Arenas → Puerto Natales → El Calafate → Guarulhos

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Se tiver disponibilidade para curtir mais de 15 dias a “região do fim do mundo”, vá, mas não se esqueça que estamos lidando com um destino caro!

Fomos na melhor época, o verão. Os dias são mais longos, chegando a anoitecer próximo da incrível marca de 23h, que para nós, foi um diferencial enorme que nos deu a oportunidade de aproveitar muito bem cada dia…

Guarulhos > Buenos Aires (1 noite)

Buenos Aires

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Pasta ou Pollo? Primeira parada, Buenos Aires. Pousamos no Aeroparque, afinal, queríamos garantir uma boa cotação na conversão do nosso dinheiro e descer para a Patagônia com maior tranquilidade. Como os vôos para Ushuaia fazem conexão em BSAS, optamos por comprar as passagens via múltiplos destinos, que normalmente os valores não mudam, e então, adicionamos dois dias e uma noite em BSAS para “cambiar” Reais por Pesos (Qual moeda levar para Argentina?) e também curtir uma noite de Natal sob as luzes do Obelisco.

Ficamos hospedados em um hostel bem próximo ao Obelisco, da Avenida 9 de Julio e do metrô. Tendo assim, a oportunidade de dar um belo giro por BSAS e visitar os principais pontos turísticos: A Casa Rosada, O Caminito, La Bombonera, saborear o famoso alfajor argentino, o delicioso sorvete Freddo e claro, as luzes do Obelisco. Quem não conhece BSAS, é até torturante passar numa rápida visita como fizemos, eram 2 dias e 1 noite! Mas já conhecíamos a cidade, então para nós foi satisfatório.

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Registro feito no Caminito, com dançarinos de rua.

Sabe aquele desejo de passar o Natal sob as luzes do Obelisco? pois é, dormimos antes da meia-noite.

Depois de uma rápida visita a BSAS, fizemos o check out no hostel e partimos para o aeroporto.

✈ Buenos Aires → Ushuaia (3 noites) 

Com a mesma passagem aérea, só que desta vez embarcando pelo aeroporto de Ezeiza. a Cia Aérea disponibilizou gratuitamente o transfer de um aeroporto para outro pela agência de ônibus Tienda Leon. Para se ter uma ideia da diferença de distância destes dois aeroportos de BSAS, compare-os com Guarulhos e Congonhas, Galeão e Santos Dumont, Pampulha e Confins.

Partimos para Ushuaia com a sensação de que a cereja do bolo viria antes do bolo, haha…

Estávamos finalmente em direção a Terra do Fogo, ou Fim do Mundo!

A Patagônia…

Todo mundo já ouviu falar, afinal, desde quando o mundo é mundo, aquele lugar nunca saiu da moda, sempre foi um destino exótico e muito requisitado…

Ushuaia

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O aeroporto Malvinas Argentinas de Ushuaia é pequeno, mas o pouso é de uma beleza inigualável. Preparem suas câmeras para a aterrissagem, pois terão uma paisagem cinematográfica com as Cordilheiras sempre com resquícios de neve, e o Canal de Beagle ao fundo. Com essa paisagem como boas vindas á cidade, já dá para imaginar o que nos espera na linda Ushuaia.

Havíamos feito a compra de alguns passeios antecipadamente, pois alguns deles não há como fazer de maneira independente e requer serviço turístico, mas de quebra, ganhamos o transfer do aeroporto até o hostel que dura em torno de 15 minutos. Caso queiram caminhar do aeroporto até a cidade, em 1h se consegue chegar, ou contratar um remis e dividir com quem estiver vindo para a cidade.

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Optamos por hospedar bem no centro da cidade, na Gobernador Feliz Paz. Apesar da cidade ser pequenina, e muito, muito equipada,  ficar no centro lhe deixará com praticamente tudo nas mãos (restaurantes, lojas, cafeterias, supermercados, etc). Ficamos hospedados no Hostel Torres Al Sur, e  fazemos questão da propaganda gratuita para essa gente viu, uma família simpática e  muito divertida são os anfitriões deste hostel, além de ser muito bem avaliados pelo Booking.

Em Ushuaia há muito o que fazer…

Iniciamos com um belo passeio pela cidade, sentindo o vento frio com uma temperatura negativa em pleno verão, prato cheio para os amantes do frio, acompanhado de um “hot chocolate”. Em algumas quadras abaixo, fizemos uma caminhada, tendo uma paisagem incrível do Canal de Beagle, da constante movimentação dos turistas, dos pássaros sobrevoando a orla, os barcos e os enormes e assustadores transatlânticos atracados.  Seguindo o ritual de todo turista, demos uma parada para aquela foto clichê na placa do fim do mundo,  completando o passeio de boas vindas com um belo carimbo de Ushuaia no passaporte.

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Além da cidade ser um charme desde o amanhecer até o anoitecer, há diversos passeios gratuitos e outros não… As maravilhosas trilhas, a navegação no Canal de Beagle, cavalgada, trekking, Snowboard. Não tem como estar em Ushuaia e não fazer ao menos uns 3 passeios. Não fizemos todos os passeios mas os que fizemos, foram dignos de sentir o quanto é  maravilhoso aquele pedacinho do extremo sul da América do Sul, intitulado como o Fim Del Mundo ou Tierra Del Fuego.

Todo lugar turístico tem aquele passeio mais popular, o “imperdível”.  Em Ushuaia esse passeio é o Canal de Beagle.

Canal de Beagle

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Tudo pronto para o nosso primeiro passeio em Ushuaia, a navegação no Canal de Beagle, o lugar mais procurado na cidade. E já havíamos adquirido dias antes, o passeio pela internet na mais famosa agência de Ushuaia. As saídas são feitas no porto, pertinho do centro, pela manhã e pela tarde e este  é um dos passeios que requer serviço de agência, pois é uma excursão feita por catamarã, guiada em espanhol e inglês,  visitando algumas ilhas e seguindo em direção ao farol do fim do mundo, um dos principais cartões postais da Patagônia. Existe a possibilidade de contratar outros passeios que vão além do Farol, até a Pinguinera, a ilha dos pinguins, mas não foi o nosso caso. O nosso passeio foi uma viagem com uma beleza natural imensurável, iniciando no Porto de Ushuaia, tendo como paisagens, as ilhas com diversas aves, além dos cormoranes, aves que se confundem com pinguins, a ilha dos lobos marinhos e a Cordilheira dos Andes ao fundo, onde podemos avistar o lado chileno e o lado argentino no mesmo cenário.

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Chegamos no estreito de Beagle, ou Canal de Beagle. O Farol Les Eclaireurs, um lugar nublado, melancólico, com muito vento e muito frio. Ali já foi palco de  muitas histórias de antigos navegadores. A torre possui cerca de 11 metros de altura e 3 metros de largura em sua base. Sua iluminação alcança até 14 km de distância e o acendimento é automático, assim que a luz natural se acaba.

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A partir dali, temos o encontro dos oceanos Atlântico com o Pacífico, rumo a Antártida. Já vimos fotos daquele lugar com o tempo aberto, mas ali na maioria das vezes, o tempo está nublado.

O retorno á cidade nos possibilita ter uma visão privilegiada. A cidade de Ushuaia é também muito usada como cidade dormitório por quem está de passagem para as grandes expedições rumo á Antártida, aliás, o Canal Beagle é a porta de entrada para a Antártida, portanto, é muito comum ver grandes embarcações atracadas na bela baia de Ushuaia.

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O passeio ao Farol do Fim do Mundo é incrível, faz jus a fama de ser o passeio mais procurado em Ushuaia, como o passeio dura em média 2h e meia, terás tempo para outras atividades no mesmo dia.

Laguna Esmeralda

No dia seguinte, partimos para o nosso próximo local a visitar, Sandero Laguna Esmeralda. Por ser de fácil acesso, ela é uma das mais procuradas, localizada na Ruta Nacional 3, a 17 km do centro.

Esmeralda

Solicitamos que o remis nos pegasse no hostel para nos deixar próximo da entrada do trekking em uma espécie de estacionamento. (Os remis são uma espécie de táxis que nos levam ao destino escolhido, com um valor já pré-definido, podendo ser compartilhado por até 4 pessoas, peça para deixa-los na entrada da trilha, e eles lhes levarão, podendo combinar de buscar na volta do trekking).

A Laguna Esmeralda é uma trilha simples para se aventurar, completamente sinalizada,  sem a necessidade de guia. Qualificada como um trekking de nível médio e que dura em média 2h a ida (5km). E melhor, a entrada é gratuita. Nesta trilha, aconselhamos percorre-la com botas cano baixo devido ao solo em alguns pontos irregular e alagado, e um bastão  para a postura da coluna, mas nada demais. Logo no início, há uma placa com as informações da trilha e um número para emergência. Pelo caminho percorrido, belas paisagens e uma parada para descanso e algumas fotos.

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O clima na região é extremamente imprevisível, principalmente no verão. Não se assuste caso nevar pelo caminho em pleno verão patagônico, é super comum nesta trilha ou em qualquer outra trilha. Aqui podemos avistar alguns diques construídos por castores,  troncos jogados pelo chão para servir de apoio para não enfiar o pé na lama e muitos galhos quebrados pelo caminho, lembrando o filme da Bruxa de Blair.

Chegamos! A Laguna Esmeralda no verão tem um tom verde “esmeralda”, de encantar os olhos, mesmo com o tempo nublado, e várias vezes ao longo do dia, é clareada pelos picos da luz do sol. Já no inverno, ela fica completamente congelada, e dá uma outra característica ao lugar, mas que também é lindo. Mesmo sem estrutura, o local é muito utilizado para acampamento tanto em volta do lago ou mata adentro, e é frequentado não só por trilheiros, mas também pelos perros!

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A trilha pode ser feita pela parte da manhã inteira ou á tarde. Fizemos pela manhã.  No  regresso, foi bem mais rápido e já sabíamos onde não enfiar o pé na lama.  No retorno onde se inicia a trilha, há alguns remis aguardando os trilheiros para deixá-los na cidade, fechamos acordo com um deles ali mesmo para voltar ao hostel.

Com a tarde livre, pode-se conhecer um pouco mais a cidade com um giro pelas lojas, os restaurantes, visitar o Museu do Presídio que está localizado ali mesmo no centro, ou então caminhar pelas ruas até o anoitecer, e se surpreender com a luz do sol se pondo quase á meia noite! Uma pena não podermos ser contemplados pela presença da Aurora Austral nessa época do ano.

Los Témpanos e Glaciar Vinciguerra

Esqueça tudo que já viu de perfeito na natureza! Los Tempanos irá lhe deixar com uma enorme dúvida se é ali o lugar mais lindo, ou se existe outro lugar tão lindo quanto.

Los Tempanos

Mas também lembre-se, os lugares mais belos na natureza, são os lugares de mais difícil acesso.

Novamente de Remis, rachado entre 4 pessoas para sair em conta, pegamos a Ruta 3 e fomos em direção ao vale da Andorra, desbravar Los Tempanos e Glaciar Vinciguerra. A entrada fica dentro de uma fazenda, onde iniciamos a caminhada pelos vales da Patagônia, e um rio formado pelo degelo ia nos acompanhando nos instantes iniciais. Classificada como uma trilha difícil, este trekking requer um bom condicionamento físico, e o bastão de trekking é muito bem vindo. São mais ou menos 5h de caminhada até chegar ao topo, então, roupas confortáveis, luvas e touca serão propicias para a caminhada. Já no inicio, bate uma dúvida de qual caminho seguir, pois a sinalização ali no vale é um pouco confusa, mas basta começar a caminhada para se achar pela trilha. Terás de enfrentar solo irregular bem no início, pequenas pontes duvidosas, subidas e mais subidas, poças, lamas e quase inevitável uma leve queda no barro…haha,  mas não há necessidade de guia, e também não precisa ser o expert das montanhas. Apenas aprenda e respeitar os limites do seu corpo, e parar para descansar e apreciar as belas paisagens desta trilha que o Windows se esqueceu de mostrar nas telas do pc.

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Subimos com muita vontade de chegar ao topo, na companhia dos perros que estão sempre pelas trilhas…paramos para uma breve refeição, vimos o rio escorrendo pela montanha, ocasionado pelo degelo do topo, e enfim, o contato com  as primeiras camadas de  gelo, enfeitando as montanhas. Aquela mesma paisagem com gelo que vimos de longe, e agora estamos de frente, tocando-as. O trecho final da trilha é uma subida bem íngreme, e requer muita atenção e um último esforço físico, até o final do percurso. Quase tivemos uma baixa nos instantes finais da trilha, por uma dor insuportável de um estiramento na panturrilha, mas mesmo assim, depois de saber o que vinha pela frente, relacionado á beleza do lugar que estaria por vir, criamos forças e fomos aos 5 minutos finais da trilha, mesmo com dor.

Ao chegar na base da montanha, a beleza era desmedida. Ao avistar a beleza e grandiosidade do lugar,  não sabíamos se chorava de dor ou de alegria…

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Um lago lindo, de água verde, criado a partir do degelo, ao pé de uma montanha imensa e seu glaciar, com seu topo tomado por gelo. Ficamos curtindo aquele visual por horas até fazermos parte da paisagem. Lanchamos, registramos aquele momento de todos os ângulos e fomos margeando o lago em direção ao topo, chamado de Glaciar Vinciguerra, onde existe uma a caverna de gelo, e uma pequena queda d´água do degelo.

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Provamos daquela água, que era muito convidativa, e foi a melhor água que já tivemos o privilégio de saborear.

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Confesso, é uma das mais belas paisagens existentes na face da terra, mas para chegar até lá, é necessário 5h de trilha até a base do Glaciar, mas quando chega, todo o cansaço é expelido do corpo e a sensação de alegria toma conta de todos.

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Para retornar, na descida todo santo ajuda! Fizemos em menos tempo a trilha de regresso…Mas não foi tão fácil assim, havia chovido, o solo estava mais escorregadio e tivemos alguns tombos. nada grave.

Algumas agências fazem este passeio com a presença de guias também, caso não estiver seguro em subir por conta própria!

 A nossa volta desta trilha, foi brindada com um super chocolate quente, dentro de uma cafeteria quentinha, ali mesmo na entrada da trilha, enquanto aguardávamos o remis.

Na chegada ao hostel, tomamos o melhor banho e dormimos o nosso maior sono de nossas vidas!

Glacier Martial

Em mais um dia de Patagônia, queríamos desesperadamente ver a cidade de Ushuaia de longe, com suas luzes acesas, talvez pegar um pôr-do-sol. Nos indicaram subir até o mirante do Glacier Martial. Então, solicitamos um Remis no fim do dia e partimos em direção ao Glacier, através da Ruta 3 e em menos de 15 minutos já estávamos frente ao início desta trilha.

Martial

Considerado o trekking mais próximo da cidade, cerca de 7 km, localizado no Cerro Martial. O lugar não precisa de guia e a caminhada até o mirante que na verdade é uma base de esqui desativada, não requer quase nenhum esforço físico, apenas depois do mirante que a trilha é classificada como média.  O tempo não estava favorável, e tínhamos a esperança de que limpasse um pouco mais para termos uma visão da cidade. Mas conforme íamos subindo e a paisagem de fundo do Glacier ia surgindo, ficávamos mais empolgados com o lugar.

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O tempo não se abriu, começou a fechar cada vez mais, e passou a nevar. Sim, uma chuvinha de neve que caia levemente, em pleno verão. Paramos na base de esqui e a neve passou a cair mais forte, estava nevando de verdade. Olhávamos na direção da cidade e já não havia nenhuma visão de Ushuaia, e do lado oposto, uma visão maravilhosa do imponente Glacier Martial. Estávamos muito felizes pelo simples fato da neve cair, e nem lembrávamos que tinha ido ali para contemplar a cidade de longe. Com a neve caindo, decidimos subir em direção ao Glacier para ver o que nos aguardava, e que a partir dali, seria uma caminhada mais difícil, mas aquela chuva de neve estava ficando cada vez mais forte e se transformou em uma tempestade de neve.

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Abortamos e missão e resolvemos retornar, pois em pouco tempo não se enxergava quase nada em poucos metros a nossa frente. Um vento muito forte, gelado e a neve batendo forte contra o corpo, uma sensação de que estávamos sendo chicoteados pela tempestade.

mas não ficamos tristes não, pois a experiência foi sensacional.

Retornamos para o início da trilha onde existem algumas lojinhas, e a famosa Casa de Chá,  mas quase todas estavam fechadas, com exceção de uma  que nos ajudou a pedir um remis para retornar a Ushuaia.

O Glacier Martial é um local muito indicado para esquiar no inverno. Durante o verão, ele é indicado pela bela visão que temos da cidade e do próprio Glacier. Uma pena que não tivemos este privilégio, devido ao tempo fechado, mas a indicação é ir durante o dia fazendo esta trilha até o Glacier e retornar na parte da tarde para contemplar a cidade de longe.

Hora da despedida de Ushuaia

Foram 4 dias e 3 noites em Ushuaia, queríamos ficar mais, muito mais…Mas conseguimos sentir de verdade o significado do famoso Fim do Mundo. Depois daquele lugar, realmente é o fim do mundo, ou o começo, sei lá…Avistamos naquele lugar, uma das mais belas paisagens criadas pela força da natureza, e de quebra, tomamos água do degelo. Vimos também o sol se por quase á meia noite, que experiência. Sentimos a neve em pleno verão, que experiência.

Preparando a mochila para o próximo destino, Punta Arenas no Chile. As passagens de ônibus já estavam compradas, bastava trocar alguns Reais por Pesos Chileno ali mesmo em Ushuaia, olhamos pela internet e a cotação da casa de  câmbio Júpiter, bem pertinho do hostel estava dentro da normalidade, então fomos até lá e trocamos pouco, apenas para suprir as nossas necessidades iniciais quando chegássemos por lá.

Ushuaia → Punta Arenas  (2 noites)

Partindo para Punta Arenas. A Rodoviária de Ushuaia é minúscula, se parece com um pequeno terminal dentro de uma praça onde param alguns ônibus. Precisamos sair perguntando qual daqueles era o nosso ônibus, mostrando as nossas passagens, pois não me lembro de ter visto nenhuma placa indicativa. 

Punta Arenas

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Partimos via terrestre, em ônibus da Bus Sur, em direção a Punta Arenas, para descansar, ver pinguins e depois seguir com destino a Puerto Natales.

Punta Arenas possui um pequeno aeroporto, e ir de Ushuaia até Punta Arenas de avião, é uma grande opção, uma verdadeira mão na roda caso encontre um bom preço. Infelizmente não foi o nosso caso, pois quando cotamos, estava muito caro, então optamos subir até Punta Arenas de bus. São 11 horas de viagem com paradas nas aduanas de saída da Argentina e na entrada do Chile, e a travessia tão comentada do Estreito de Magalhães, naquela região, a única travessia existente. (Site da Bus Sur)

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Alimentos perecíveis ou bebidas já abertas não passam pela aduana do Chile, algumas pessoas se esquecem deste detalhe e acabam insultando os aduaneiros que estão ali para cumprir com o dever a eles atribuídos. Algumas horas depois da entrada no Chile, pela Ruta 257, paramos para atravessar o estreito de Magalhães em uma enorme balsa de metal, pelo setor de Punta Delgada. O Estreito de Magalhães é a maior e mais importante passagem natural entre os oceanos Atlântico e Pacífico, e também a única passagem por ali. Um lugar até hoje, muito conhecido pelas dificuldades de navegação devido ao clima hostil, podendo ter que aguardar até que o tempo esteja calmo, caso atrase pelo mal tempo. Os carros e ônibus vão sendo organizados na plataforma da balsa, enquanto as pessoas vão povoando as cabines. A travessia dura em média 20 minutos. Atravessamos de ônibus com horários pré-definidos, mas quem estiver fazendo a travessia por conta, seja de carro ou moto, deve se atentar aos horários e valores. (aqui)

A chegada a Punta Arenas

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Chegamos na Rodoviária de Punta Arenas, e seguimos caminhando até a hospedagem…Iremos passar a noite de reveillon em Punta Arenas, uma cidade portuária, pequena e super organizada, com muitas praças e casarões. Banhada pelo Estreito de Magalhães, onde o principal atrativo da cidade é a Zona Franca de Punta Arenas com preços baixos para diversos produtos e isenção fiscal e de impostos. E também o melhor lugar em todo e território da Patagônia Chilena para cambiar Reais por Pesos Chilenos. Talvez o famoso Cassino da cidade ganhe espaço no roteiro de quem curte arriscar a sorte. A cidade tem também como atração, o Museu Regional de Magalhães , o Cerro de La Cruz com uma vista panorâmica da cidade, o cemitério de Punta Arenas e o Museu Nao Victória.

Punta Arenas

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Nosso objetivo maior nesta parada em Punta Arenas, era ver os pinguins da Isla Magdalena. Não tínhamos comprado ainda o tour para conhecê-la, então demos um giro pela cidade em pleno domingo, e conseguimos encontrar uma agência aberta para adquirir o tour para o dia seguinte. Este passeio é feito apenas no período de novembro á março, época em que os pinguins acasalam e a ilha se enche deles.

Isla Magdalena

O embarque é feito no Terminal Marítimo 3 Puentes, na Avenida Bulnes, altura do Km 3,5 pertinho da Zona Franca. Caminhamos até lá e aproveitamos para conhecer um pouco mais a cidade. O Terminal Marítimo é bem organizado e possui ambiente para uma rápida refeição. Apresentamos os tickets para conferência e seguimos em fila indiana para o embarque. Um enorme barco muito bem equipado, com guia em espanhol e inglês, e a viagem dura cerca de 2h até chegar na ilha.  A Isla Magdalena é uma ilha localizada no Estreito de Magalhães, onde habitam mais de 120.000 pinguins, disparado o melhor lugar para avistamento dos bichinhos em toda a América. frio e muito vento no local, o que sempre nos garante uma viagem confortável, são as roupas segunda pele, além do agasalho.

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Assim que desembarcamos, já avistamos centenas de pinguins, e vários buracos, que tratava-se das casinhas dos bichos. Estão ali em uma enorme comunidade, em seu habitat natural, procriando e dividindo a ilha com outras aves. Os pinguins emite um som tão alto que é até engraçado a discrepância entre o tamaninho deles com o tamanhão do som emitido.

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O mais curioso destes pinguins é que estão tão acostumados com os turistas que por diversas vezes posam para selfies (é claro, no limite entre o turista e os bichos), e caminham pela trilha demarcada fazendo graça tendo seus minutos de fama, e muitas vezes caminham bem ao seu lado, evite toca-los. O período de visitação na ilha dura 1h,  e a experiência com os pinguins é incrível, vale muito a pena, o único ponto negativo, é o vento nesta ilha que é muito forte, tendo uma pequena chance de ser cancelado a visitação e remarcado para outro dia. Há momentos neste passeio que é necessário se abaixar e segurar os seus pertences de tão forte que  vento fica. Mas nada que torne o passeio desagradável.

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Tivemos uma bela experiência aqui na Isla Magdalena e recomendamos muito o passeio. Em alguns lugares, nós lemos que o passeio é ruim, e que não valeria a pena a visita. Talvez essa avaliação negativa tenha partido de pessoas que tiveram algum problema durante  suas passagens pelo lugar, então queríamos ter a nossa própria conclusão do lugar e avaliamos como imperdível .

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A Pinguinera Isla Magdalena é surpreendente, superou as nossas expectativas. Parada obrigatória para quem está mochilando pela Patagônia.

Retornando para o porto de Punta Arenas, e lá no estacionamento do terminal marítimo haviam muitas vans que deixavam o turista próximo de suas hospedagens, por um valor pequeno. Vale a pena, depois de um belo e cansativo passeio em Isla Magdalena.

 Punta Arenas → Puerto Natales (3 noites)

Próxima parada, a tão esperada cidade de Puerto Natales! Queríamos muito o trekking até Torres del Paine, estávamos contando as horas.

Partimos também de ônibus, pela Bus Sur. Viagem tranquila, que durou cerca de 3 horas. Nesta região, a Bus Sur possui a melhor frota de ônibus que as demais empresas, todos equipados e alguns até com wi-fi, pena que não foi o nosso caso. Chegamos em Puerto Natales e já compramos as passagens para a próxima cidade, Calafate, também pela Bus Sur. O terminal de ônibus de Puerto Natales possui ônibus saindo para todas as direções da Patagônia.

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Na parte superior da rodoviária, tem um espaço ótimo para visualizar o que tem ao redor de Puerto Natales. É um terminal modesto, com pouca opção de alimentação e câmbio, aliás, ali no terminal, a casa de câmbio não troca Reais por Pesos Chilenos. Uma pena, pois a cidade recebe muitos brasileiros, mas no centro de Puerto Natales, existem casas de câmbio e até lojinhas que trocam o nosso Real por Pesos Chilenos, tivemos uma certa dificuldade para encontrar uma boa cotação, mas conseguimos. No terminal de Puerto Natales, há pelo menos umas dez empresas de ônibus, e claro, dá para barganhar o preço das passagens, e assim fizemos na compra das passagens para Torres de Paine. Todas as empresas vendem passagens para Torres, com saídas pela manhã e pela tarde, sem a necessidade de comprar com antecedência, e então, conseguimos num valor de 10 mil pesos ida e volta para Torres no estilo meio off, enquanto todas as outras estavam com o valor tabelado a 12 mil Pesos.

Puerto Natales

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A cidade de Puerto Natales é bem movimentada e turistas de todo o mundo se hospedam por ali para ir a Torres de Paine. Valeu a pena ficar 3 noites por ali. A água do Chile, no geral, quando sai da torneira é muito superior ás águas de muitos países, enchíamos sempre as nossas garrafinhas antes dos passeios e economizamos muito na água. A cidade de Puerto Natales é uma cidade que preserva até os dias atuais, a existência de um animal extinto chamado Milodonte, do mesmo gênero da preguiça, que  viveu na Patagônia no século passado, pesando 200 kg e tinha aproximadamente 3 metros de altura.

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A Avenida Costeira, é a entrada para a cidade,  um lugar sensacional para caminhar e tirar fotos, desde a parte da manhã até o anoitecer. é uma espécie de calçadão com uma bela paisagem dos fiordes e das cordilheiras.

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Há também a escultura do Milodon e uma escultura de Las Manos, um pouco menor que a de Punta Del Este, pena que com alguns postes e fiação atrapalhando a paisagem das “manos”.

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Deu trabalho para encontrar um ângulo para fotografar “Las Manos” sem aparecer a fiação e o poste.

Conhecemos a cidade, que realmente é bem movimentada e equipada. Encontramos de tudo por aqui (restaurantes, padarias, supermercados, bancos, lojinhas de todos os tipos etc.)

No dia seguinte iríamos a Torres, então, bastante carboidrato porque o dia seria longo e muito cansativo…

Parque Nacional Torres Del Paine

Torres Del Paine

Um lugar que precisa estar na sua lista de lugares para se conhecer nesta vida  !

Para ter contato com uma das mais belas paisagens da natureza, as opções são bate-volta desde Punta Arenas com 2h e 30 min até o parque, ou acampando dentro do parque com lugares pré-definidos pela administração do parque (http://www.parquetorresdelpaine.cl/es) e que não é nada barato, e em alta temporada é disputadíssimo. Juro que tentamos, mas não conseguimos acampar por não ter disponibilidade, portanto iríamos visitá-la em bate-volta mesmo. Era a segunda vez que visitaríamos Torres, porém na primeira vez, foi de bate-volta desde Calafate, que foi muito cansativo e quando chega em Torres, não se aproveita nada, Portanto resolvemos visitá-la novamente, desta vez vindo de Punta Arenas, assim teríamos o dia todo para apreciar o parque em 1 dia de trilha até a base.

Além do bate-volta, o Parque pode ser conhecido pelos circuitos W, que é o mais cobiçado por quem tem dias de sobra, afinal, são 4 dias de trilha entre os vales  das torres, e o circuito O, que dá a volta em toda a montanha e dura entre 7 a 10 dias.

Saímos de Punta Arenas com destino a Torres ás 8 da manhã, e chegamos antes das 11h na entrada do parque.

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Lembra da passagem que compramos por 10 mil Pesos? O nosso ônibus era o mais feio, o mais sujo e o único sem ar-condicionado. Duvidamos que conseguiria chegar em Torres. rimos muito, levamos totalmente na esportiva, mas o importante é que chegou.

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Entrada no Parque Nacional Torres Del Paine (Laguna Amarga), a formação da fila para efetuar o cadastro, pagar sua entrada (21 mil pesos em efectivo, dinheiro vivo, válido para 3 dias de visitação ao parque), assistir ao vídeo de instruções e segurança sobre o parque, pegar o seu mapa e carimbar seu passaporte. Não se esqueça do folder que você recebe para entrar no país, pois aqui é necessário apresentar…

O nosso trekking era o mais popular, em direção a base das Torres. Logo após se cadastrar na entrada do parque, há diversos micro-ônibus que cobram 6 mil Pesos para deixar nos primeiros acampamentos e no início da trilha de fato…Se vc é uma das pessoas que veio passar apenas um dia dentro do parque, aconselhamos que pague, pois vale a pena o preço, para ganhar tempo no seu dia e poder completar o trekking com mais calma.

A trilha até as Torres

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Não fomos com guia, apesar de ser 5h em média de trilha até as Torres e classificada como difícil. A mochila com o mínimo possível para não se tornar um incômodo durante a trilha (apenas alguns alimentos, água e espaço para guardar as roupas conforme vai incomodando), roupas de trekking, corta-vento e á prova de chuva e o bastão arranjado por ali mesmo. A trilha no geral requer um certo esforço físico, e todo o percurso é muito bem sinalizado, além da natureza que impressiona, logo de início, um enorme vale com lagos em tons azul, outra hora verde, desfiladeiros, e com sorte, podemos avistar alguns animais silvestres durante o percurso.

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E aqui venta muito. No início, um grupo enorme de aventureiros, e conforme as dificuldades da trilha vão surgindo, o grupo diminui cada vez mais, e o legal disso tudo é ter a visão das torres durante quase todo o percurso. Durante a trilha, há pontos estratégicos (refúgio chileno) para descansar e se alimentar, utilizar o banheiro e seguir em frente…

Os instantes finais para chegada a base das Torres, é uma subida bem íngreme com diversos pedregulhos e ao finalizar, a entrada é triunfal…

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É muito fácil descrever Torres Del Paine, principalmente por ser a nossa segunda visita…

Um capricho de Deus. Aquele paredão de granito com um lago de um verde surreal aos pés das torres.  Enormes pedras que servem como pedestal para maravilhosas fotos, e uma paz que toma conta de todo o cenário.

A primeira vez parecia um sonho, na segunda vez, percebemos que sonhávamos acordado.

Em Torres Del Paine.

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Aqui se vê de tudo, idosos com um vigor físico superior ao dos jovens sedentários, gente querendo chorar por tamanha beleza do lugar, e até pedidos de casamento. Torres é mágica.

O caminho de volta é mais tranquilo, chegando 3h em média, até o início da trilha.  chegamos nos primeiros acampamentos, pegamos o micro-ônibus que nos deixaria na entrada do parque para embarcarmos em nosso “ônibus” de volta á Puerto Natales.

Puerto Natales → El Calafate (3 noites)

Tudo pronto para a partir da Punta Arenas com destino a El Calafate, e a ordem era economizar o máximo possível…Como em tempos de guerra, urubu é frango,  enchemos as nossas garrafinhas e garrafões de água de torneira mesmo, afinal, era uma água melhor que a própria água do mercado e partimos para Calafate! A Água engarrafada da Argentina é mais densa, pesada, enquanto a água de torneira do Chile era muuuito superior.
São exatamente 6 horas de viagem, com apenas uma parada. parecia uma eternidade.

El Calafate!

A nossa cidade preferida na América do Sul…

Já estivemos uma vez em Calafate e desta vez voltaríamos para finalizar o nosso mochilão com um maravilhoso trekking sobre o Glaciar Perito Moreno.
Chegamos na rodoviária de Calafate e fomos caminhando até a avenida Libertador, a principal avenida da cidade, onde estaríamos hospedados em um enorme hostel, a duas quadras da movimentação da avenida! Calafate é uma cidade charmosa onde elegemos como a nossa cidade favorita na América do Sul.

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Seja no inverno ou no verão, ela nunca perde o seu encanto. A parte central, que é a mais procurada, com casinhas coloniais e o lago argentino ao fundo, mas é uma cidade para poucos dias, apenas para conhecê-la basta um dia inteiro, e servir como base para ir ao Glaciar perito Moreno… É uma cidade cara, com lojas de grife, restaurantes que servem carne de cordeiro (desta vez não experimentarmos) e alguns pubs com um precinho bem salgado. Mas dá para economizar por lá sim, hostels com quarto compartilhado e supermercados é o que não faltam. Alguns restaurantes fora da “rota de consumo”, entre as diversas quadras da cidade, praticam um precinho mais camarada.

Parque Nacional das Geleiras da Patagônia

Glaciar Perito Moreno

Já foi eleito a 8º maravilha do mundo

Já tínhamos os ingressos para ir ao Perito Moreno comprado antecipadamente, para fazermos o mini trekking, já pernoitamos uma noite em Calafate, transpirávamos carboidrato pelas veias e tínhamos tudo para fazer uma bela despedida do nosso mochilão. Logo pela manhã, o transfer veio nos pegar em frente ao hostel e seguimos  rumo ao parque nacional das geleiras, o deleito dos aventureiros. Iríamos fazer o famoso mini trekking sobre os únicos glaciares em movimento, e em uma das poucas geleiras que restam no mundo (feito apenas pela agência Hielo Y Aventura, um trekking caro, mas vale cada centavo, existe o Big Ice que é uma versão mais estendida do mini trekking e mais caro), e estávamos  com uma ansiedade que não cabia dentro da gente. Esse passeio dura quase o dia inteiro, com saídas pela manhã e retorno á tarde.

Ao chegar ao parque, temos uma breve aula sobre o lugar e nos surpreendemos com alguns icebergs flutuando sobre as águas. Partimos em direção ao Lago Argentino para nos acomodarmos no barco que nos levaria até as geleiras.  Muito vento por ali e conforme vamos nos aproximando do Glaciar, o frio vai aumentando. Desembarcamos e seguimos em direção ao apoio da Hielo, que dá os suportes iniciais á todos os aventureiros do trekking.

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Caminhar durante 1 hora e 30 min sobre aquele paredão de gelo não requer prática, tampouco habilidades, apenas colocar nos calçados, os grampones, e iniciar devagar até domina-los. As luvas são essenciais durante o passeio, e assim inicia a aventura com grupos divididos, caminhando em fila indiana (sempre nós ficando por último e apreciando aquele momento mágico), com uma rica história contada pelos guias sobre o Glaciar e seus efeitos, e uma paisagem de tirar o fôlego.

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Pausa para várias fotos e o surgimento de diversos e notáveis sumidouros de um azul inigualável, durante o trekking.   Ao final do passeio, um brinde com whisky ou água gelada com o gelo tirado do próprio Glaciar.

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Uma experiência para levar por toda vida. Pensamos que a aventura havia acabado pelo Glaciar, mas o melhor estaria por vir…

Havia uma caverna de Gelo no final do passeio, que foi formada a alguns dias atrás, e que muito em breve poderia desaparecer completamente. Tiramos a sorte grande, tivemos este privilégio, sem dúvida a cereja do bolo.

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Depois de caminharmos sobre as geleiras,  apreciamos a maravilhosa paisagem do Glaciar de um ângulo diferente no final do trekking. Dali, retornamos ao barco para seguir em direção as passarelas, que tem uma visão privilegiada do Glaciar. Contemplando aquela imensidão de gelo, e de como a natureza é extraordinária! Que poder. E quando se menos espera, um estrondo se houve quando um paredão de gelo se desprende caindo sobre as águas. É o efeito da geleira se movimentando lentamente, um movimento imperceptível, e um resultado  estrondoso, inacreditável…

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“É quase impossível imaginar algo mais belo que o azul-berilo destes glaciares, especialmente quando em contraste com o branco puro da sua camada superior de neve.” 

Charles Darwin

Retornando a Calafate. Estávamos finalizando o nosso mochilão pela Patagônia.

Tínhamos mais uma noite em Calafate, onde decidimos descansar durante o dia inteiro e nos prepararmos para regressar ao Brasil.

Neste último dia, poderíamos pegar um bus e fazer um bate-volta em El Chaltén, mas não fomos, pois além de cansativo, aquele lugar requeria mais que uma simples visita…talvez em uma nova aventura, agora subindo em direção aos desertos de Atacama e Salar Uyuni.

Enjoy


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